Coluna

Desertificação de áreas rurais no território brasileiro!
Postado por Peloggia, em 13/11/2015

A grande preocupação dos cientistas e pesquisadores é o iminente aparecimento de áreas no território brasileiro com características de terras áridas, ou seja, desertos. Ao contrário do que parece, a água presente nessas áreas migram para outras localidades, fazendo com que a superfície não tenha acesso a esse líquido. 

Karl Marx citou que “é um paradoxo a Terra se mover em torno do Sol e a composição química da água ser constituída por dois gases altamente inflamáveis. A verdade científica é sempre um paradoxo, se julgada pela experiência cotidiana que se agarra à aparência efêmera das coisas”.
 
É equivocado dizermos que a água está acabando, pois, a água do mundo nunca irá acabar, tendo em vista que o ciclo da água, ou ciclo hidrológico é um ciclo fechado, ou seja, não se perde água, e muito menos se ganha água para o planeta. Portanto, podemos afirmar que o volume de água existente hoje na Terra é o mesmo volume existente há milhões de anos, e que será o mesmo daqui a milhões de anos, e sempre. A grande questão está na qualidade da água. Podemos afirmar que a água potável, de qualidade, está em um volume cada vez menor devido às ações negativas do homem nas bacias hidrográficas. 
 
 
A ocorrência da desertificação no Brasil concentra-se nas regiões Nordeste, Centro Oeste, Sudeste e Sul do país, onde recebe a denominação de arenização. A desertificação é o fenômeno de diminuição da umidade em solos arenosos e o empobrecimento da fertilidade, localizados em regiões de clima subúmido, árido e semiárido. Ela pode ser causada tanto por ações naturais, como mudanças climáticas periódicas, quanto pela ação humana. Ele atinge uma área total de 2,3 milhões de km², cerca de 30% do território mapeado, envolvendo localidades já desertificadas e áreas com elevado risco e suscetibilidade.
 
Entre as ações danosas, podemos citar as queimadas e os desmatamentos, bem como a prática da monocultura (sem a rotação de culturas nos solos), entre outros. Na região Nordeste do Brasil, estima-se que cerca de 230.000 km² já estejam desertificados, uma área superior à do estado do Ceará, que já se encontram fortemente degradadas e inférteis, tornando o plantio impossível. O estado do Piauí, já possui 71% do seu espaço agrário tomado pela infertilidade de seus solos. As populações que habitam a região Sul e parte do Sudeste do Brasil, praticamente tiveram de se mudar para outras regiões do país em busca de melhores solos ou de condições de vida favoráveis. 
 
Os produtores mais ricos se deslocaram, em maior parte, para a região do Centro-oeste brasileiro, onde já se verifica um princípio de desertificação/arenização. Os efeitos da desertificação são muito graves e variados, além de afetarem o meio ambiente, a economia e a sociedade em geral. 
 
Os prejuízos ambientais causados pela desertificação são as erosões, que por se tornarem cada vez maiores e mais frequentes, inferem na pobreza dos solos, tornando-os inférteis, a diminuição ou o desaparecimento das vegetações e dos animais, e a ocorrência de desastres hídricos, devastação de matas ciliares, entre outros. Os prejuízos sociais apresentados pela ocorrência da desertificação acontecem quando esse fenômeno atinge locais de moradias de pessoas ou áreas que seriam utilizadas para plantar e produzir alimentos. 
 
Os prejuízos econômicos se devem à desvalorização das terras desertificadas, à improdutividade agrícola dos solos e à perda de espaço para as práticas econômicas, que terão de ser desenvolvidas em outros locais, causando mais desmatamento e mais prejuízos ambientais. 
 
A erosão, por exemplo, é uma das modificações do solo mais preocupantes. Esse processo consiste no deslocamento de solo pela ação das chuvas, dos rios ou dos ventos, em que as partículas do solo são arrastadas para as áreas mais baixas do terreno, sendo aceleradas pela ação do homem, através das queimadas, desmatamento, técnicas agrícolas inadequadas, mineração, expansão das áreas urbanas e impermeabilização do solo.
 
Prof. Dr Adilson PELOGGIA
Especialista em Ciências do Ambiente
peloggia.adilson@gmail.com
http://www.uniomystikaum.org/

 

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