Notícias

Construção aumenta ritmo de demissões em fevereiro, mostra SindusCon-SP

Fonte: PINIweb

Pesquisa realizada pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV) registrou em fevereiro uma queda de 14.070 vagas no setor da construção em nível nacional. A retração, de 0,56% em relação a janeiro, já é a 29ª consecutiva. No período de 12 meses, o recuo foi de 13,95%.

Dessa forma o número de trabalhadores chegou a 2,48 milhões no setor, número 1,08 milhão menor do que outubro de 2014, o primeiro mês que registrou demissões de acordo com a pesquisa. Naquela época, a construção empregava 3,57 milhões pessoas.

As maiores baixas em fevereiro na comparação com o mês anterior foram nos segmentos de obras de instalação (-0,82%), imobiliário (-0,79%), obras de acabamento (-13,52%) e infraestrutura (-13,50%). No período de 12 meses, as baixas mais significativas foram no imobiliário (-16,96%), obras de acabamento (-13,52%) e infraestrutura (-13,50%).

Em relação às regiões, a Sul foi a única que atingiu alta, cerca de 0,44%. As demais registraram queda, sendo Norte (-1,95%), Nordeste (-0,82%), Sudeste (-0,71%) e Centro-Oeste (-0,07%).

O Sudeste teve maiores retrações nos estados do Espírito Santo (-2,14%), Rio de Janeiro (-0,99%) e São Paulo (-0,66%). Na região Norte, as quedas foram de 3,57% no Pará e 1,83% no Amazonas. Roraima e Amapá apresentaram alta de 5,32% e 2,17%, respectivamente.

No Nordeste baixas foram nos estados do Maranhão (-2,80%), Bahia (-2,18%) e Piauí (-1,78%). Ceará (1,39%) e Paraíba (0,33%) fecharam com alta. O Centro-Oeste apresentou alta somente no Mato Grosso do Sul (0,75%) e fecharam com queda Mato Grosso (-0,96%), Distrito Federal (-0,23%) e Goiás (-0,22%). A região Sul exibiu alta em todos estados, com maiores números no Paraná (0,80%), seguido por Santa Catarina (0,48%) e Rio Grande do Sul (0,01%).

A expectativa do SindusCon-SP é que situação só melhore após uma maior queda da inflação e dos juros, para assim reaquecer o cenário econômico do país. "A intensificação do desemprego na construção resulta da redução contínua do volume de novas obras, decorrente do prolongamento da recessão econômica", comenta José Romeu Ferraz Neto, presidente do sindicato.

Estado de São Paulo

Foi registrada queda de 0,66% nos postos de trabalhos no estado de São Paulo no segundo mês do ano, se comparado a janeiro. O estoque de trabalhadores ficou em 690,1 mil, com diminuição de 4.577 postos frente aos 694,6 mil de janeiro. Em 12 meses, houve queda de 12,21% de trabalhadores no setor, equivalente a 96.006 demissões.

Os segmentos com maiores quedas foram imobiliário (-1,21%) e obras de acabamento (-0,83%).

A capital paulista representa atualmente 43,44% de empregos do setor, e ainda sofreu queda de 1,05% significando redução de 3.160 vagas. No período de 12 meses, redução foi de 49.022 vagas, cerca de 14,10%.

Entre as Regionais do SindusCon-SP, obtiveram alta Presidente Prudente (1,66%), São José do Rio Preto (0,66%) e Ribeirão Preto (0,65%). Já as maiores quedas foram em Santos (-2,22%) e São José dos Campos (-1,20%).

Shutterstock